Manutenção 4.0

A transição para a Manutenção 4.0 está redefinindo a gestão de ativos em sistemas de alta e média tensão, especialmente diante do aumento da carga e das oscilações térmicas no setor elétrico brasileiro. O modelo de manutenção baseado em condição surge como a alternativa estratégica ao sistema convencional por tempo, utilizando o monitoramento em tempo real para mitigar riscos de falhas em componentes críticos de subestações e linhas de distribuição. A Zilocchi acompanha essa evolução integrando soluções de proteção e serviços especializados que garantem a disponibilidade do sistema. A aplicação de termografia industrial avançada — técnica essencial para identificar pontos quentes decorrentes de torques indevidos ou oxidação — e o uso de relés supervisores de bobina para disjuntores são exemplos de como a tecnologia pode antecipar diagnósticos de causa raiz. Essas ferramentas permitem que a engenharia de manutenção atue de forma preditiva, reduzindo custos operacionais e evitando desligamentos não programados. Além do monitoramento térmico, inovações como a análise de assinatura elétrica em comutadores de carga e o uso de fontes capacitivas de alta precisão reforçam a segurança operacional da rede. Para empresas que buscam conformidade técnica e eficiência, a integração desses ativos a sistemas de gestão em nuvem representa o padrão da Indústria 4.0, assegurando que o fornecimento de energia suporte picos de demanda com máxima confiabilidade.

Feliz Ano Novo

Desejamos a todos os nossos clientes, parceiros e amigos um Ano Novo abençoado por Deus, com saúde, paz e muitos motivos para agradecer. Que 2026 seja um ano de conquistas, crescimento e boas oportunidades. Seguimos renovando nosso compromisso com a qualidade, o cuidado em cada entrega e a responsabilidade de fazer sempre o melhor, com seriedade e dedicação. Que não faltem bons projetos, confiança nas parcerias e caminhos abertos para coisas boas ao longo de todo o ano. Feliz Ano Novo!

O custo invisível de não exigir qualidade

No setor elétrico, pequenas falhas geram grandes custos – não apenas financeiros, mas operacionais. Por isso, a verdadeira economia está em processos que evitam retrabalhos, paradas desnecessárias e incertezas em campo. A ISO 9001:2015 é uma norma internacional de gestão da qualidade que define requisitos para padronização, rastreabilidade e melhoria contínua dos processos. Na prática, ela estabelece critérios para planejar, executar, monitorar e corrigir rotinas produtivas, reduzindo variabilidade e aumentando a confiabilidade dos resultados. Ao orientar os processos pela ISO 9001:2015, a Zilocchi transforma esse padrão em benefício direto para o cliente: cada relé supervisor e cada fonte capacitiva passam por controles auditáveis e processos claros, o que se reflete em menos falhas, mais disponibilidade e mais segurança em campo.

Gestão emergencial de excedentes de energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) entregou à ANEEL o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, que define os procedimentos a serem adotados em situações de excedente de geração, quando os recursos de controle da geração centralizada já tiverem sido integralmente utilizados. O objetivo é preservar a estabilidade do Sistema Interligado Nacional e garantir a continuidade do fornecimento em cenários críticos de operação. O Plano prevê, quando necessário, a redução contingencial de geração em usinas de pequeno porte conectadas à rede de distribuição, como PCHs e fontes renováveis de menor escala, sobre as quais o Operador não possui controle direto. Essa é uma medida excepcional, aplicada apenas quando todas as alternativas operacionais já estiverem esgotadas, evitando riscos à segurança e à controlabilidade do sistema elétrico. A Zilocchi acompanha com atenção essas diretrizes, reforçando seu compromisso com soluções e projetos que priorizam conformidade técnica, segurança operacional e alinhamento às práticas estabelecidas pelos órgãos reguladores e operadores do setor elétrico brasileiro.

O mercado livre de energia

A abertura do mercado livre de energia — o Ambiente de Contratação Livre (ACL) — já mostra sinais claros de transformação no setor elétrico brasileiro. Em 2024 foram concluídas 26.834 novas migrações de consumidores industriais e comerciais para o ACL, mais de três vezes o total de 2023. Esse número evidencia o quanto o poder de negociação e escolha dos grandes consumidores está crescendo — e com isso surgem oportunidades estruturais importantes: contratos personalizados, possibilidade de negociar preço, prazo, origem da energia (inclusive renováveis) e maior previsibilidade nos custos energéticos. Por outro lado, esse novo cenário exige uma mudança profunda de postura para os departamentos de engenharia e energia das empresas. Não se trata apenas de trocar de fornecedor: exige análise técnica do perfil de carga, gestão de riscos de mercado, compreensão de encargos setoriais, e vigilância sobre os efeitos de fonte, horário de consumo, etc. Em muitas organizações, a estrutura ainda não está preparada para essas novas exigências. Em resumo: o mercado livre de energia traz ganhos reais — potencial de redução de custos, maior autonomia e alinhamento com metas de sustentabilidade — mas também impõe pressões técnicas e operacionais que não podem ser subestimadas. A migração para o ACL é, portanto, ao mesmo tempo um avanço estratégico e um teste de maturidade para toda a cadeia elétrica.